Call of Duty: Black Ops 7 Chega em um Ano Disputado

A franquia Call of Duty está de volta — e, desta vez, em meio a um verdadeiro campo de batalha dentro da indústria de jogos. Mesmo sendo um dos nomes mais conhecidos do mundo gamer, a série enfrenta desafios diferentes em 2025, com preocupações dos fãs e uma nova concorrência chamando atenção.
Inclusive, Call of Duty se tornou praticamente uma tradição anual. Desde 2003, a saga vendeu mais de 500 milhões de cópias e dominou as listas de mais vendidos, além de inspirar projetos ambiciosos, como uma adaptação para o cinema. Mas, apesar desse legado, Call of Duty: Black Ops 7 chega em um momento em que a paciência dos jogadores está mais curta — e a competição, bem mais feroz.
O Concorrente Que Mudou o Cenário
Nos últimos meses, Battlefield 6 conquistou holofotes ao trazer novidades que agradaram tanto veteranos quanto novos jogadores. Com isso, parte da comunidade começou a questionar se Call of Duty ainda mantém a essência que o transformou em um fenômeno global.
No entanto, ao mesmo tempo, fãs de longa data reclamam que o jogo estaria perdendo sua identidade, principalmente devido às colaborações exageradas com outras marcas. Entretanto, apesar de as skins de operadores sempre terem sido parte da experiência — incluindo parcerias com Neymar Jr, Nicki Minaj e celebridades do mundo dos streamers —, o anúncio de visuais baseados em Beavis e Butt-Head acendeu o alerta.
Para muitos, parecia que a franquia tentava replicar o estilo de Fortnite, conhecido por crossovers inesperados com artistas e personagens famosos. A crítica foi tão forte que a própria Activision admitiu que o feedback “bateu fundo” e que revisaria seu posicionamento.
Esse desgaste emocional somou-se ao aumento de 20% no preço da Game Pass, anunciado pela Microsoft. A mudança irritou jogadores que esperavam jogar Call of Duty: Black Ops 7 pelo serviço de assinatura sem gastar mais.

Com o lançamento de Call of Duty: Black Ops 7, muitos jogadores já estão atualizando seus consoles para não perder nada da nova campanha e do multiplayer renovado.
Se você também quer estar preparado desde o primeiro dia, confira as ofertas de consoles que estão esgotando rápido:
👉 Confira no Mercado Livre os consoles recomendados para Black Ops 7
Campanha Solo
Quando a equipe criativa da Activision começou a falar sobre Call of Duty: Black Ops 7, ficou claro que um de seus maiores focos está na campanha single-player. Essa decisão não veio do nada: a campanha de Battlefield 6 foi criticada por ser fraca e sem impacto.
A saga Black Ops sempre se destacou por suas histórias cheias de conspirações, espionagem, traições e dilemas psicológicos. Agora, essa identidade retorna com força. O novo jogo será uma continuação direta de Black Ops 2, trazendo os jogadores para 2035, em meio a uma crise global envolvendo um grupo terrorista e uma megacorporação de tecnologia com intenções suspeitas.
A produtora Natalie Pohorski explica que o tema Black Ops permite explorar questões profundas, como manipulação, confiança e percepção da realidade — elementos que marcaram a sub-franquia desde o início. Segundo ela:
“Há ideias atemporais nesse universo. Sempre encontramos novas formas de explorá-las e fazer o jogador questionar tudo.”
Esse tipo de narrativa encaixa perfeitamente com o tom mais sombrio e estratégico que muitos fãs sentem falta, reforçando a promessa de que Call of Duty: Black Ops 7 quer reconectar a franquia às suas raízes.
Elenco de Hollywood Entra em Ação
Ser uma das maiores franquias de jogos do planeta abre portas — e a Activision não economiou no elenco. O novo jogo conta com Kiernan Shipka (Sabrina da Netflix) e Milo Ventimiglia (This Is Us), que dão vida a personagens centrais da história.
Milo, que assume o papel de David Mason, comentou que jogava Call of Duty quando era mais jovem. Ele diz entender a pressão:
“Espero não estragar nada para os fãs,” brinca o ator.
Já Kiernan Shipka afirma que participar de um jogo com um fandom tão apaixonado foi empolgante:
“Quando algo cria tanta paixão ao longo do tempo, isso significa que você está entrando em algo muito especial.”
Por isso, a presença de artistas renomados reforça a tentativa de tornar Call of Duty: Black Ops 7 mais cinematográfico, emocional e envolvente, algo que a franquia sempre buscou — mas agora em um nível ainda maior.
O Sucesso Depende Mesmo do Multiplayer
Apesar de todo o investimento em história, Call of Duty vive (e sobrevive) por causa do multiplayer. Modos competitivos e cooperativos definem o ritmo da comunidade e ditam se um jogo será amado ou esquecido.
Quando questionadas se o sucesso de Battlefield 6 mexe com o planejamento da Activision, Natalie Pohorski e Stephanie Snowdon afirmaram que não. Segundo elas, o foco está em tornar Call of Duty: Black Ops 7 “a melhor experiência possível”.
Sem comparar diretamente, Stephanie comentou que Call of Duty oferece “volume e variedade” — elementos que, na visão dela, tornam o jogo mais acessível e social, conectando jogadores do mundo inteiro.
Esse aspecto social é importante, já que a franquia construiu, ao longo de décadas, comunidades, amizades e rivalidades que continuam crescendo ano após ano.
O Que os Jogadores Podem Esperar?
Com base nas informações divulgadas até agora, Call of Duty: Black Ops 7 promete:
- Um retorno às narrativas densas e cheias de conspirações
- Cenas cinematográficas com elenco de peso
- Um multiplayer robusto, com diversas modalidades
- Uma identidade mais séria e menos “colorida” que os crossovers recentes
- Melhor integração entre modos e progressão
- Clima de espionagem militar, típico da linha Black Ops
Se o jogo vai superar as expectativas? Isso só saberemos no lançamento, mas muitos veteranos já comemoram o retorno a temas mais sombrios e envolventes, além da sensação de que a franquia está ouvindo seus fãs novamente.
Quer acompanhar tudo sobre Call of Duty: Black Ops 7 e outros jogos que estão dominando a cultura pop?
Fique de olho no Verso Curioso para mais análises, novidades e conteúdos especiais!
0 Comentários